O OPEU é um portal eletrônico e um banco de dados voltado para política doméstica e externa dos Estados Unidos. Nosso objetivo é desenvolver um canal para difusão de informação e de conteúdo analítico sobre eventos relevantes da atualidade.
Observar o processo de formulação e aplicação de políticas de um país com tamanha relevância global é uma tarefa desafiadora. Desde seu lançamento em outubro de 2010, como iniciativa pioneira do INCT-INEU – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos, o OPEU publicou mais de 2.500 clippings de notícias, acompanhando assuntos diversos como as ocupações no Iraque e no Afeganistão, as disputas orçamentárias e a reforma da saúde (Obamacare), a revolução do xisto no mercado de energia, as disputas migratórias e, claro, as várias eleições em todo o período.
Responsável pela produção do material, nossa equipe interna orgulha-se também do papel que desempenhou na formação de inúmeros pesquisadores, jornalistas, acadêmicos, e diplomatas, entre os muitos jovens que trabalharam conosco no acompanhamento da política americana.
Alimentado regularmente por matérias assinadas sobre temas do dia a dia, o OPEU publica também artigos maiores sobre temas de conjuntura e análises de fundo sobre aspectos distintos da sociedade e da política – interna e externa – dos Estados Unidos.
O Monumento a Washington, iluminado com a marca do movimento “Freedom 250”, no dia do seu lançamento, em 31 de dezembro de 2025: falta de transparência no processo de captação de recursos para a iniciativa de natureza público-privada criada por Donald Trump para coordenar as comemorações pelos 250 anos da independência americana com foco no conceito “Make America Great Again” já é alvo de severas críticas.
Foto: Divulgação / Iniciativa Freedom 250
Tatiana Teixeira, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) and Camila Vidal, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Calendário de Trump mobiliza fé e virilidade, prioriza grandiosos eventos públicos e jogos patrióticos, hiperbólicos espetáculos de natureza emocional e competitiva para exibição do orgulho nacional
Donald Trump e seu chefe do Departamento de Eficiência Governamental, o empresário Elon Musk, concedem entrevista ao pool de jornalistas da Casa Branca a bordo de um Tesla: reduzir o significado da influência de Musk e outros gigantes da tecnologia sobre Trump a meras imposições unilaterais de um lado ou de outro seria simplificar demais a sinergia entre as Big Techs, o governo e o próprio Estado.
Foto: Pool via AP
Reduzir a influência das Big Techs sobre o governo americano a meras imposições unilaterais de um lado ou de outro seria simplificar demais a complexa sinergia entre as Big Techs, o governo Trump e o próprio Estado
Reuniões e acordos bi-laterais –- como este registrado em maio de 2019, durante a primeira administração Trump –- não deverão ocorrer nos próximos quatro anos, com o unilateralismo, o protecionismo e o acirramento da guerra econômica contra a China no centro dos planos de expansão econômica da era Trump 2.0 nos EUA.
AP Photo/Andy Wong
Rafael Seabra, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Lucas Amorim, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), and Marcus Tavares, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU)
Planos para o futuro governo Trump incluem a promoção do descrédito das organizações multilaterais, oposição às agendas climáticas e de equidade, e uma postura explícita de enfrentamento à China no âmbito do comércio
Em diversas passagens do documento Project 2025, a China aparece como a inimiga desestabilizadora da América Latina, seja com dinheiro, seja com homens armados na fronteira. O que vemos como discurso norteador para o mandato Trump 2.0 é, portanto, a utilização de um rival geopolítico como argumento para intervenções ilegais na região.
AP Photo/Susan Walsh, Arquivo
Para os conservadores, a entrada de países latino-americanos na Nova Rota da Seda é um risco à segurança nacional dos EUA, pois a China poderia extrair e comprar mais barato recursos naturais, conseguir apoio político e diplomático para isolar Taiwan e obter acesso a portos e bases para fins militares.
Soldados dos EUA durante exercício no Centro de Treinamento de Prontidão Conjunta, em
Fort Johnson, Louisiana: Planos do Project 2025 para o governo Trump perpetuam visão expansionista e de altos gastos militares que podem ser incompatíveis com a atual conjuntura geoplítica inrternacional.
Army Spc. Isaiah Mount / Departamento da Defesa dos EUA
Identificando o declínio dos investimentos militares norte-americanos dos últimos anos, projeto de governo conservador dos EUA propõe aumento acentuado de investimentos em Defesa.
Tatiana Teixeira, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU); Andressa Mendes, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas , and Thiago Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas
Diante da reação negativa ao conjunto de propostas, Trump está negando ter qualquer envolvimento com a autoria do documento
Manifestação contrária ao Project 2025, realizada em frente à sede da Heritage Foundation, em Washington, D.C., em janeiro deste ano.
Elvert Barnes Photography/Flickr
Tatiana Teixeira, Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU) and Andressa Mendes, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas
O Project 2025 é a mais recente edição de um manual de políticas criado por uma coalizão conservadora responsável por moldar as políticas republicanas desde a era Reagan. E que agora promete ‘um movimento histórico’ para ‘devolver o governo ao povo’.