Jérémie Naudé, Centre national de la recherche scientifique (CNRS)
Ao contrário do que afirmam muitos influenciadores, não é possível fazer uma “desintoxicação de dopamina” para “reiniciar o sistema de recompensa”, que supostamente seria prejudicado pelo nosso uso de telas.
Aplicativos e sites que estimulam a produção de dopamina são relativamente novos e ainda não há pesquisas específicas sobre até que ponto eles podem servir como “porta de entrada” para comportamentos mais arriscados. Mas estudos com outros tipos de sites apontam que isso é provável, como já foi observado com as apostas online.
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Mesmo quando um aplicativo é gratuito há desvantagens a serem consideradas, incluindo o fato de que suas escolhas podem ajudar os anunciantes a direcionar melhor suas campanhas para você na vida real
O amor começa no cérebro. Estudos com neuroimagem mostram que o amor romântico ativa intensamente o sistema de recompensa, em especial a via mesolímbica dopaminérgica, associada à motivação, energia e busca. A fase inicial, do flerte ao encantamento, é uma tormenta organizada de estímulos cerebrais.
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Pesquisas em neuroimagem funcional indicam que o amor romântico reduz a atividade do córtex pré-frontal dorsolateral, área associada ao julgamento crítico e ao controle cognitivo. Por isso, na paixão, tendemos a perceber mais os aspectos positivos do parceiro
O uso continuado de certas substâncias pode ter graves consequências físicas, mentais e sociais, e alterar a forma como o nosso cérebro sente prazer e dor. Não é de se admirar que o vício em drogas leve pessoas a atingir o fundo do poço. Embora disfarçados de aliados para enfrentar os problemas, acabam se tornando o maior deles.
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Desde os tempos antigos até os dias atuais, as drogas têm sido uma constante na sociedade. Mas qual é o segredo de suas luzes e sombras? As chaves estão em nossos cérebros.
Chargé de recherche au CNRS, neurobiologie expérimentale et théorique - Institut de génomique fonctionnelle (CNRS UMR 5203 – Inserm U1191 - Université de Montpellier), Centre national de la recherche scientifique (CNRS)