O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, estabeleceu que Brasil e Paraguai teriam direito à metade da energia produzida pela usina binacional. Como a demanda brasileira era muito superior à do Paraguai, o Brasil passou a consumir essa sobra, pagando uma remuneração que o país vizinho contestou por décadas, até conseguir renegociar.
Foto: International Hydropower Association (IHA)
Pesquisadores examinaram a negociação que levou o Brasil a aceitar triplicar a remuneração paga pela energia paraguaia em 2009
O excedente limpo e barato de energia do lado paraguaio de Itaipu tornou-se alvo natural para uma nova forma de exploração hídrica e territorial. Em vez de impulsionar a industrialização local ou atender às necessidades sociais da população, essa energia passaria a sustentar infraestruturas digitais controladas por corporações estrangeiras. Fica claro que o atual governo americano visa apropriar-se de nossos recursos para sustentar projeto de domínio digital sustentado por infraestrutura alheia, energia barata e soberanias enfraquecidas.
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Empresas como Google, Amazon e Microsoft já reportaram que seus maiores gargalos operacionais para expansão de IA estão na escassez de energia disponível. Datacenters consomem enormes volumes de água para resfriamento
Itaipu fornece 86% da eletricidade do Paraguai e responde por cerca de 8% do consumo elétrico do Brasil. A usina gera bilhões de dólares em benefícios compartilhados. Por isso, espera-se que ambos busquem uma solução diplomática rápida.
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André Luiz Coelho, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) and Bruno Marcondes Ferreira, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Agentes da Abin teriam invadido e-mails e sistemas de autoridades de alto escalão em Assunção para obter informações confidenciais sobre as discussões do Anexo C. Itamaraty afirma que a operação foi “autorizada pelo governo anterior”.