Com 72 mil moradores e 30 mil moradias, a Rocinha é a maior favela brasileira. Nos últimos anos, o acesso cada vez maior às universidades de jovens pobres e negros vindos de comunidade como esta estimula um processo de renovação do papel da Ciência junto à sociedade, e dá espaço para iniciativas como o Centro de Pesquisa e Articulação de Conhecimento PUC-Rocinha, que usa ferramentas acadêmicas para conhecer, desenvolver e proteger a comunidade.
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Centro de Pesquisa gerido pela PUC-Rio e por moradores guarda dados estatísticos, trabalhos acadêmicos, documentos e memórias da Rocinha para ajudar na criação de projetos voltados para a melhoria da qualidade de vida da comunidade
Esboços de terrenos feitos por engenheiros militares em explorações do século XVIII hoje são importantes para os historiadores, por trazerem os nomes originais de elementos geográficos essenciais para identificar traçados fluviais desaparecidos nas paisagens urbanas atuais.
Imagem: Reprodução parcial da capa do catálogo da Coleção Cartográfica e Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico, do Museu de Astronomia e Ciências Afins
Denise Moura, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Atualmente, muitas iniciativas de urbanismo, políticas públicas e ecologia têm demonstrado que mapas históricos são importantes fontes de informações de interesse e utilidade científica e coletiva
Beija-flores em grandes cidades: com políticas públicas bem executadas, a polinização de plantas com flores por estes e outros animais - como morcegos e abelhas - pode ser promovida em áreas urbanas.
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A urbanização impacta ecossistemas e as interações entre plantas e animais polinizadores. Mas políticas públicas podem ajudar a equilibrar desenvolvimento e conservação da biodiversidade em grandes cidades
Uma semana depois do grande alagamento, o centro de Porto Alegre segue sob chuva e debaixo d'água. Com as mudanças climáticas cada vez mais intensas, as ilhas de bem estar das grandes cidades começam a sofrer os impactos da falta de planejamento que já assolam suas periferias há décadas.
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É preciso criar novos modelos de cidades, que levem em conta questões como o regime e volume de chuvas e o uso e ocupação do solo, não apenas nas zonas urbanas, mas também no seu entorno