Três furacões avançam simultaneamente pelo Oceano Pacífico nesta primeira semana de setembro de 2026: anomalias de temperatura sobre a região estão acopladas aos ventos tanto nos níveis altos quanto na superfície da atmosfera. No Brasil, já se registram chuvas superiores à normalidade na Região Sul, decorrentes da maior presença de sistemas frontais e precipitações deficientes no noroeste da Amazônia.
Foto: National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA)
O risco não é apenas meteorológico: fenômeno poderá afetar setores estratégicos, como agricultura, geração de energia, logística, saúde e segurança alimentar
Ainda é possível, no entanto, que isso seja um desvio temporário se os países do mundo redobrarem esforços para eliminar os combustíveis fósseis e reduzir outras emissões, limitando o pico do aquecimento a 1,8°C e usando métodos de remoção de carbono para trazer as temperaturas de volta à meta.
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Já não é mais possível limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, mas o jogo ainda não acabou
43 graus em Paris, diz o termômetro da farmácia na avenida Champs Elysee: durante anos, a climatização foi associada na França ao consumo excessivo de energia e a uma forma individualista de responder às mudanças climáticas. Mas o calor é tanto que o consenso está mudando e a instalação em massa de aparelhos em escolas e hospitais é tema de debates políticos, enquanto o eletrodoméstico se esgota nas lojas.
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Durante anos, a climatização foi associada no país ao consumo excessivo de energia e a uma forma individualista de responder às mudanças climáticas. Mas o calor recorde está mudando esse consenso
Um tornado atinge o solo numa planície nos EUA: matemática mostra como uma pequena alteração na temperatura média da Terra pode mudar o clima no planeta, assim como uma pequena alta na taxa de desemprego pode gerar uma crise social.
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Matemática ajuda a explicar por que pequenas oscilações na temperatura da Terra ou em indicadores sociais, por exemplo, podem ter grandes efeitos no clima e na sociedade
O estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, inteiramente alagado durante as inundações que arrasaram a cidade durante o El Niño de 2024: evidências indicam que o fenômeno este ano será ainda mais severo, provocando secas e inundações. Preparar-se antes requer planejamento e organização. Agir depois que a tragédia começou custa muito mais dinheiro - e vidas.
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Ainda não se sabe a intensidade exata do fenômeno, mas os sinais são suficientemente consistentes para justificar decisões e planejamento antecipado por parte dos governos e organizações da sociedade civil
Pesquisa mostra que florestas tropicais da América do Sul, como a Amazônica, deixaram de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016: corremos o risco de testemunhar perdas de árvores e de carbono em escalas nunca antes vistas em repetição do evento climático extremo prevista para este ano.
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Algumas das florestas tropicais da América do Sul deixaram efetivamente de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016
Desigualdade ambiental: eventos climáticos extremos como o super El Niño tendem a tornar mais evidentes as contradições do modelo de desenvolvimento social e econômico brasileiro, expondo quesões como o racismo ambiental, que é quando determinados grupos sociais são sistematicamente mais expostos a riscos climáticos e menos atendidos pelas políticas públicas de prevenção a desastres naturais.
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Fenômeno climático reflete não apenas a força da natureza, mas as consequências de decisões sociais, econômicas e políticas
Nosso planeta está absorvendo mais energia solar do que refletindo de volta para o espaço, acumulando cada vez mais calor em um processo com impactos em todo sistema terrestre.
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Apesar de usar estádios já existentes, a ampla distribuição geográfica dos jogos da Copa e o aumento do número de seleções farão com que este seja o evento esportivo mais poluente da história
Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa.
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Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa
As temperaturas estavam muito altas em algumas partidas durante a Copa do Mundo de Clubes de 2025 e também são esperadas temperaturas extremas durante a Copa do Mundo de 2026.
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Previsões são de que condições climáticas extremas, tanto de calor quanto de chuva, atinjam as cidades-sede da Copa do Mundo neste verão no Hemisfério Norte
Em locais como a comunidade México 70, na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, cientistas, comunidade e a Secretaria Nacional de Periferias iniciam trabalho conjunto contra os efeitos de inundações e deslizamentos em áreas de risco.
Foto: Leandro Vaz
Na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, cientistas, comunidade e governo se unem contra os efeitos cada v ez mais devastadores de chuvas e inundações
em áreas menos favorecidas
Chuva derrete a neve e tira dos glaciares sua fonte de gelo, além de formar poças que desestabilizam plataformas de gelo, aumentando o desprendimento de icebergs e a perda de massa para os oceanos, e ameaçando a sobrevivência de várias espécies de pinguins
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Na Península Antártica, as precipitações estão caindo cada vez mais na forma de chuva em vez de neve, com consequências para geleiras, pinguins e até os cientistas.
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, durante o seminário O Brasil Pós-COP 30, realizado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro: os manguezais, que junto com os recifes de corais são bases ecológicas e econômicas para inúmeras comunidades, encontram-se sob pressão crescente e comprometem o turismo e a segurança alimentar. Esse é um dos desafios climáticos que o Brasil precisará enfrentar.
Livro reúne estudos de 95 pesquisadores que combinam ciência com visão estratégica para os desafios para o País. Brasil precisa ocupar um lugar de protagonismo, amparado em sua biodiversidade, em sua matriz energética renovável e em sua capacidade científica
Moradores fazem fila para pegar água perto da Cidade do Cabo, na África do Sul, em fevereiro de 2018, quando uma seca levou a cidade perto de um “Dia Zero”, quando os suprimentos de água se esgotariam.
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Neste episódio, nossa equipe conversa com especialistas sobre o branqueamento da Grande Barreira de Corais australiana e o risco de a exploração de petróleo na Costa Equatorial brasileira afetar manguezais e corais da foz do Rio Amazonas
Aumento do nível do mar altera as linhas costeiras, colocando casas e populações em risco: muitos lugares experimentam uma elevação superior à média global, enquanto lugares próximos à camada de gelo podem até ver o nível do mar baixar, e a principal razão tem a ver com a gravidade.
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É importante compreender o que acontece com o gelo da Antártica, pois à medida que ele derrete o nível do mar sobe, afetando vidas e economias em todo o mundo.
Balsa de passageiros no Burrard Inlet, perto do Porto de Vancouver, Canadá: com menos aerossóis no ar, nuvens contêm menos, mas maiores, gotículas, que refletem menos luz solar e são mais propensas a precipitar rapidamente, produzindo nuvens mais escuras e de vida mais curta.
THE CANADIAN PRESS/Darryl Dyck
Entre 2003 e 2022, nuvens sobre o Atlântico Norte e o Pacífico Nordeste tornaram-se menos refletivas, permitindo que mais luz solar atingisse o oceano e aumentando a temperatura da superfície do mar.
Nuvens de tempestade sobre Belém: além de facilitar a presença de representantes de povos indígenas, ter a cidade como sede da COP 30 ajudou a deixar claras as realidades das mudanças climáticas e do uso da terra, que são gritantemente óbvias na Amazônia.
Alexander Lees
Alexander C. Lees, Manchester Metropolitan University; Joice Ferreira, Universidade Federal do Pará (UFPA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), and Jos Barlow, Lancaster University
As realidades das mudanças climáticas e do uso da terra são gritantemente evidentes na Amazônia.
Conferência sediada na Amazônia foi marcada por avanços via compromissos voluntários, e não um acordo global vinculativo, e deixou em falta um roteiro claro para a transição energética dos combustíveis fósseis para fontes renováveis
Andre Borges / EPA
Os acordos foram fechados, mas elementos cruciais, como um mapa do caminho para a transição dos combustíveis fósseis para energias renováveis, fizeram falta