Os manguezais têm um papel de destaque tanto na proteção costeira, mitigando os efeitos da subida do mar, como também são muito eficientes em estocar carbono.
Foto: Envato
Os manguezais têm um papel de destaque tanto na proteção costeira, mitigando os efeitos da subida do mar, como também são muito eficientes em estocar carbono
Na imagem premiada do fotógrafo Domingos Peixoto, de O Globo, o flagrante de um pescador cercado de óleo e peixes mortos, num dos maiores acidentes socioambientais da história da Baía de Guanabara, ocorrido no ano 2000: hoje, pesquisadores da PUC-Rio desenvolvem modelos matemáticos capazes de estimar o valor financeiro associado à mitigação de riscos de segurança em processos na cadeia de petróleo e gás.
Pesquisa da PUC-Rio desenvolve modelos matemáticos capazes de estimar financeiramente o valor da mitigação de riscos em operações de petróleo e gás.
Uma análise preliminar sugere que o colapso repentino de uma geleira do Himalaia tenha desencadeado o desastre que matou centenas de pessoas.
Prakash Mathema/Getty Images
As geleiras do Himalaia não estão a salvo das mudanças climáticas. O colapso repentino de uma geleira parece ter provocado um desastre no Nepal
Identificar e mapear a disputa por espaço de diferentes tipos de vegetação em grandes áreas de restauração exige tempo, recurso e muito trabalho de campo. Tecnologia desenvolvida a partir de imagens aéreas e inteligência artificial acelera e aumenta a eficiência desse trabalho, facilitando o monitoramento de espécies exóticas.
Imagem: arquivo pessoal
Tecnologia desenvolvida a partir de imagens aéreas e inteligência artificial consegue identificar classes de vegetação e gerar mapas para apoiar o monitoramento de espécies exóticas em áreas em processo de restauração
Desenvolvida pela PUC-Rio, uma plataforma inédita cruza análise jurídica e bancos de dados para catalogar como o Judiciário é acionado na maior crise do nosso tempo.
Imagem: Freepik
Desenvolvida pela PUC-Rio, uma plataforma inédita cruza análise jurídica e bancos de dados para catalogar como o Judiciário é acionado na maior crise do nosso tempo
O conhecimento dos indígenas e outros povos originários sobre a natureza nunca esteve escrito em livros: morava no empirismo e na transmissão permanente de conhecimento e experiência dos mais velhos para os mais jovens, num ciclo harmônico e aparentemente eterno. Mas agora, como explicar fenômenos e conceitos cuja manifestação não se vê mais, foi radicalmente alterada ou mesmo tornou-se agressiva?
Foto: Heris Rocha/WikiParques
As mudanças climáticas estão alterando os ciclos que orientaram, durante séculos, a vida de povos indígenas e quilombolas no Brasil, afetando o conhecimento ancestral, a segurança alimentar e a saúde mental
Plantações de eucalipto, como esta da foto, são monoculturas florestais muito comuns no Brasil, que absorvem carbono mas abrigam uma diversidade de vida muito menor do que as florestas naturais, trazendo outras consequências ao equilíbrio ambiental que também precisam ser calculadas.
Foto: Envato
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais
O estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, inteiramente alagado durante as inundações que arrasaram a cidade durante o El Niño de 2024: evidências indicam que o fenômeno este ano será ainda mais severo, provocando secas e inundações. Preparar-se antes requer planejamento e organização. Agir depois que a tragédia começou custa muito mais dinheiro - e vidas.
AP Photo/Carlos Macedo
Ainda não se sabe a intensidade exata do fenômeno, mas os sinais são suficientemente consistentes para justificar decisões e planejamento antecipado por parte dos governos e organizações da sociedade civil
Diante da presença alarmante de metais tóxicos em seres vivos aquáticos,como os encontrados em rios da Amazônia, o uso dos microRNAs circulantes aparece como uma ferramenta promissora para revelar se estes organismos já estão apresentando respostas biológicas à exposição a contaminantes.
Ilustração: Eleven Labs
Para monitorar a qualidade da água, a detecção de microRNAs circulantes é uma ferramenta inovadora: essas moléculas podem ajudar a revelar se organismos aquáticos já estão apresentando respostas biológicas à exposição a contaminantes
Refúgio climático localizado desde 2024 no centro de Belo Horizonte, o primeiro do gênero no país, que oferece água potável, nebulização, vegetação e bancos sombreados: intervenções como essa são valiosas, mas as principais cidades do Brasil ainda precisam implementar redes mais abrangentes de proteção contra o calor extremo, como já acontece na Espanha.
Foto: Videopress Produtora
Ana Terra Amorim-Maia, BC3 - Basque Centre for Climate Change; Universidade de São Paulo (USP)
Espaços gratuitos e acessíveis onde a população pode se proteger do calor, descansar e receber informação são soluções rápidas, baratas e eficientes para um clima que registra a cada ano mais ondas de calor extremo
A BR-319, que liga Manaus (AM) a POrto Velho (RO), em obras de recuperação e pavimentação desde 2022: estruturas rodoviárias lideram em número de licenças emitidas, seguidas por projetos de petróleo e gás, usinas hidrelétricas, sistemas de transmissão e pesquisas sísmicas para exploração energética.
Foto: Ascom / Advocacia Geral da União
Quando a velocidade dos licenciamentos não vem acompanhada de estudos ambientais de qualidade e fiscalização adequada, o problema tende a se transformar, mais tarde, em judicializações, paralisações e conflitos territoriais
Tabuleiro do “Jogo do Clima”, que guia as crianças por 46 casas que abordam temas de meteorologia e biodiversidade através de animais e fenômenos naturais.
Imagem: @entrando_no_clima
Jaqueline Nichi, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Da sala de aula ao tabuleiro, a educação climática para crianças e adolescentes pode ir além da repetição da urgência com método, contexto, linguagem e recursos que transformam informação em experiência.*
O Global Justice Report, relatório elaborado por uma coalizão internacional de pesquisadores ligados ao World Inequality Lab, propõe um caminho para enfrentar simultaneamente três dos maiores desafios do século XXI: a emergência climática, a desigualdade extrema e a perda de qualidade de vida. E uma das conclusões mais provocativas do estudo é que trabalhar menos pode ser parte da solução.
Foto: Envato
Relatório elaborado por coalizão internacional de pesquisadores conclui que trabalhar menos pode ser parte da solução minimizar impactos da emergência climática, da desigualdade extrema e da perda de qualidade de vida
Boa notícia para um dos biomas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica volta a crescer após o abandono de atividades agropecuárias ou a adoção de formas mais sustentáveis de uso da terra. Mas esse ainda é um processo muito frágil.
Agência Brasil / Rafa Neddermeyer
Boa notícia para um dos biomas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica volta a crescer após o abandono de atividades agropecuárias ou a adoção de formas mais sustentáveis de uso da terra. Mas esse ainda é um processo muito frágil
Nativo da Europa, Ásia e África, o javali tornou-se um problema no Brasil, associado à destruição de lavouras, predação de animais nativos e de criações, impedimento da regeneração da vegetação e transmissão de doenças.
Stevan Mondoloni
Javali, leucena e braquiárias mostram como invasões biológicas podem afetar florestas, rios, produção agrícola, restauração ecológica e políticas de conservação na Amazônia Legal
A pequena Mabuia-de-Noronha (Trachylepis atlantica) é um lagarto originário da África que evoluiu em Fernando de Noronha, ao longo de milhões de anos. Por seu isolamento, o arquipélago funciona um laboratório natural de evolução, e desperta grande interesse científico.
Foto: Vinicius Gasparotto
A Mabuia-de-Noronha chegou ao arquipélago por dispersão transoceânica, vinda da África, milhões de anos atrás
Chuvas na Amazônia: estudo om participação de pesquisadores de cinco países investigou como as mudanças climáticas globais e os padrões regionais de uso da terra interagem para influenciar os padrões de precipitação na região sul do bioma até o ano de 2050.
Foto: Fapesp Pesquisa / Rogerio Assis
Estudo com pesquisadores diversos países revelou que as alterações no clima deixam o equilíbrio pluviométrico ainda mais vulnerável às mudanças no uso do solo na Amazônia
Um ‘Boana faber’ macho, fotografado na Serra do Caparaó, no Espírto Santo. Ao usar bromélias-tanque como micro-habitat úmido dentro da floresta, a espécie mostrou-se menos afetada pelo ‘habitat split’, que é a separação espacial entre o ambiente onde o animal se abriga e se alimenta (a mata) e o local onde ele se reproduz (rios e lagoas).
Foto disponibilizada pelos autores
Um estudo com 586 anfíbios da Mata Atlântica mostra que a desconexão entre habitats terrestres e aquáticos impede a pele das rãs de formar uma “armadura microbiana” protetora
Embora sejam conhecidos principalmente pelos flashes noturnos, os vagalumes representam um grupo muito mais diverso do que se pode imaginar. Eles pertencem majoritariamente à família Lampyridae, um grupo de besouros famoso pela capacidade de produzir luz, um processo químico chamado de bioluminescência.
Foto: Envato / Pazham
Estudos recentes mostram que diversas espécies vêm sofrendo declínios populacionais. Aos poucos, aquilo que fazia parte da paisagem noturna parece migrar para as lembranças
Morador de uma comunidade ribeirinha carrega alimentos e recipientes com água potável no leito seco do Rio Amazonas, durante o El Niño de 2023-24: calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera.
Foto AP / Edmar Barros
Na região Norte, o El Niño mais recente mostrou algo além da falta de chuva. O calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera
Coordenador Científico do laboratório Criosfera 1, na Antártica Central, e professor do Departamento de Biofísica e Biometria, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Nutricionista. Mestre em Saúde Coletiva. Doutoranda do PPG de Saúde Coletiva do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)