Os manguezais têm um papel de destaque tanto na proteção costeira, mitigando os efeitos da subida do mar, como também são muito eficientes em estocar carbono.
Foto: Envato
Os manguezais têm um papel de destaque tanto na proteção costeira, mitigando os efeitos da subida do mar, como também são muito eficientes em estocar carbono
Estudos deixam cada vez mais claro que o tamanho da árvore não está diretamente relacionado à sua vulnerabilidade ao estresse hídrico e que não existe uma regra única para prever as respostas das florestas às secas.
Chui Wui Jing/Shutterstock
Os ecologistas achavam que as árvores maiores seriam as mais vulneráveis às secas, mas a realidade é mais complexa, com algumas gigantes da floresta se mostrando inesperadamente resistentes
Novo estudo aponta que desenvolvimento de sistemas digestivos mais complexos teve um papel ecológico importante na chamada explosão cambriana, em que a maioria dos principais grupos animais hoje existente surgiu, há cerca de 540 milhões de anos.
Kimmig & Bicknell / Trends in Ecology & Evolution
Será que a evolução dos excrementos é a razão da nossa existência?
Floresta de araucárias e campos de pastagem nas regiões de altitude do Sul do Brasil: lições do passado podem nos ajudar a conservar esse ecossistema antigo e em risco devido a anos de exploração madeireira, expansão agrícola e as recentes mudanças no clima.
Diego Murta/Shutterstock
Registros pré-históricos de pólen mostram que a dinâmica florestal no Sul do Brasil foi influenciada por mais do que apenas mudanças climáticas em grande escala
Sistemas agroflorestais: exemplos de infraestruturas ecológicas produtivas capazes de gerar simultaneamente alimentos, segurança hídrica, armazenamento de carbono, proteção da biodiversidade e resiliência climática.
Foto: Envato
Construir métricas para os serviços ecossistêmicos não é simplificá-los, mas torná-los inteligíveis para instituições que alocam recursos, definem prioridades e influenciam investimentos em escala regional e global
Nativo da Europa, Ásia e África, o javali tornou-se um problema no Brasil, associado à destruição de lavouras, predação de animais nativos e de criações, impedimento da regeneração da vegetação e transmissão de doenças.
Stevan Mondoloni
Javali, leucena e braquiárias mostram como invasões biológicas podem afetar florestas, rios, produção agrícola, restauração ecológica e políticas de conservação na Amazônia Legal
Missões futuras poderão coletar amostras de ambientes que possam abrigar vida, como Encélado, uma das a luas de Saturno: orientação espacial de moléculas e diversidade entre formas simples e complexas estão entre as possíveis pistas mais fáceis de obter.
Jason Major, Cassini spacecraft/Flickr
Missões futuras talvez consigam coletar apenas uma pequena amostra danificada, mas uma ferramenta de análise simples poderia ajudar a determinar se o seu conteúdo sugere a presença de vida
Um leão descansa na savana da região de Maasai Mara, no Quênia: comunidades indígenas e povos da floresta têm sido historicamente culpados pela perda de biodiversidade, com estereótipos que persistem e levaram ao estabelecimento de regulamentações rígidas e muitas vezes punitivas.
(AP Photo/Brian Inganga)
Os preconceitos contra as comunidades indígenas africanas persistem e continuam a moldar as políticas de conservação, o que tem levado à adoção de regras “protetoras” e, muitas vezes, punitivas
Dentes de tubarões jovens são mais finos, com projeções para agarrar presas pequenas e escorregadias, como peixes e lulas, mas depois projeções desaparecem e eles se tornam mais largos, grossos e serrilhados para cortar ossos e carne de mamíferos marinhos, como focas e baleias.
Ken Bondy/iNaturalist
Os dentes dos tubarões-brancos não são armas estáticas, mas registros vivos da mudança no estilo de vida e dieta dos animais.
No mar, ainda faltam dados que estimem os custos com a problemática da bioinvasão no Brasil, mas é possível ter uma ideia a partir dos custos de uma única ação para remoção de uma espécie de coral invasor bem conhecida, o Coral-sol (foto). A ação por um dia custa cerca de R$ 4 mil reais.
Imagem: Keidy Beranger/Flickr
Atualmente, o litoral brasileiro registra 175 espécies exóticas, que chegam ao país em diferentes embarcações ou estruturas que se movimentem e possam servir como meio de transporte.
Animais do tamanho de gatos, os cuxiús têm caninos maiores do que os dentes humanos, que usam para abrir sementes e nozes duras justamente nos pontos onde suas cascas se encontram.
Cavan-Images/Shutterstock
O macaco cuxiú-de-nariz-vermelho é único no planeta e está ameaçado de extinção
Seringueira na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, exemplo emblemático de conciliação da conservação da biodiversidade com direitos territoriais, diversidade cultural e técnicas extrativistas de baixo impacto.
AP Photo/Eraldo Peres
Análise mostra que territórios protegidos podem contribuir para renda, bem-estar e coesão social. Planejamento e participação de comunidades locais são decisivos
Ativistas indígenas participam de um protesto climático durante a Cúpula Climática da ONU COP30, em Belém. A maneira como as populações indígenas e tradicionais amazônicas lidam com a biodiversidade está inseparavelmente ligada às suas cosmo-ecologias, que concebem uma floresta animada por seres espirituais, nos permitindo compreender outros modos de se relacionar no ambiente.
AP Photo/Andre Penner
A existência de entes espirituais nos ecossistemas e suas relações com a Amazônia ainda é uma lacuna nos estudos biológicos e antropológicos sobre criação e conservação da biodiversidade na região
Iniciativa na Indonésia que engaja e recompensa integrantes das comunidades locais por registros da vida selvagem está remodelando os esforços de conservação e revolucionando relação da população com a floresta.
Em aldeias remotas de Bornéu, habitantes locais ganham dinheiro registrando a vida selvagem, em iniciativa que está remodelando a conservação e redefinindo a forma como as comunidades valorizam suas florestas.
Foto oficial após a plenária de encerramento da COP 30, dia 22 de novembro: a expectativa de que o encontro dentro da Amazônia perturbaria velhos hábitos da política climática não se concretizou, na avaliação do pesquisador do Forum Verde da Suécia e do Conservatoire national des arts et métiers (CNAM), de Paris.
Ludovic Garattini, Conservatoire national des arts et métiers (CNAM)
Para ele, foi o poder gravitacional da lógica de investimentos que mais uma vez dominou o encontro
A descoberta de como as plantas crescem e se desenvolvem começou na Grécia antiga, com a observação equivocada de que elas se alimentavam da terra. Do racionalismo de então até o empirismo do século 17, a história de como compreendemos os vegetais nos mostra como a própria ciência funciona, e como ela evoluiu ao longo dos tempos.
Foto: AtlasComposer / Envato
Eric Bastos Gorgens, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
Saiba como aconteceu a descoberta do intrigante mecanismo da fotossíntese
Fsical do Programa de Vigilância e Controle de Pragas do governo de Rondônia numa ação de prevenção à monilíase do cacaueiro, praga perigosa que exige controle permanente nas plantações. As mais modernas modelagens de nicho ecológico cruzam estatísticas históricas de ocorrência de espécies invasoras num determinado ecossistema com dados recentes de variáveis climáticas, para estimar e prevenir possíveis ocorrências de pragas.
Foto: Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia
Os modelos mais recentes de nicho ecológico cruzam estatísticas históricas de ocorrência de espécies num determinado ecossistema com dados recentes de variáveis climáticas para estimar ocorrências de pragas no manejo de florestas e na agricultura
Trecho da Volta Grande do Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba, próximo da barragem de Belo Monte: a construção da hidrelétrica e a consequente redução do volume de água nesse trecho do rio impactaram gravemente o meio ambiente a o modo de vida das populações tradicionais localizadas nessa região.
Foto: Lalo de Almeida / Folhapress
Investimentos em mitigação climática às vezes acabam produzindo efeitos adversos sobre as populações amazônicas. A sustentabilidade local não pode ser alcançada através de mecanismos de mercado que excluam os povos que criaram e mantiveram a diversidade ecológica regional
Uma aranha saltadora “Hyllus diardi”: este tipo de aranha está entre os poucos invertebrados com olhos grandes semelhantes a câmeras, como os encontrados na maioria dos vertebrados, e sua visão é mais nítida do que a de qualquer outra aranha, comparável à dos pombos ou gatos.
Magdalena Teterdynko/Shutterstock
Doutoranda em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)