O uso da IA na medicina gera evidentes dilemas éticos, mas não faz sentido resistir a ela. Precisamos, isso sim, aprender a utilizá-la com responsabilidade.
Imagem: Eleven Labs
Como grandes bases de dados e Inteligência Artificial estão transformando a pesquisa em saúde
Vida em Marte? Pela “Escala de Confiança da Detecção de Vida” criada pela Nasa, o entusiasmo com as possíveis bioassinaturas detectadas pelo Perseverance em Marte (foto) não é injustificado, e dá base para que os cientistas defendam a manutenção da missão de retorno de amostras, prejudicada pelos recentes cortes no orçamento da agência espacial dos Estados Unidos.
Nasa, via AP
É preciso balancear o entusiasmo na busca com a sobriedade na comunicação de resultados para evitar ciclo de manchetes bombásticas e posteriores refutações que minem credibilidade da astrobiologia
Ruben Interian, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Uma reflexão sobre o poder dos algoritmos, os vieses das plataformas, o protagonismo crescente da IA, e os desafios da regulação das redes sociais
Corrida ao fundo do poço: o controle cada vez maior e danoso das redes sociais sobre o comportamento humano é culpa das pessoas ou dos algoritmos? A verdade está em algum lugar mais complexo, no meio do caminho.
Ilustração: Envato Labs
A radicalização induzida pelos algoritmos já faz a vida digital controlar a vida real. A retomada do controle dos nossos territórios existenciais é essencial para construir infraestruturas digitais capazes de proteger as democracias de decisões inimputáveis de Big Techs e seus aliados autocráticos
As redes sociais coletam dados da nossa navegação como intuito principal de refinar um perfil comercializável de cada um de nós. Quem está nesses bancos de dados nem faz ideia que está sendo comercializado como produto.
Foto: Envato Labs
Marcelo Soares, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Os algoritmos coletam informações que você nunca daria, fazem inferências sobre seu perfil, moldam seu gosto e selecionam o que você vê
Sentimento natural e importante em todo ser humano, a ansiedade passa a ser patológica quando começa a causar sofrimento, afeta relações pessoais, dificulta o convívio social e compromete o desempenho profissional.
Shutterstock
Sentimento natural e importante em todo ser humano, a ansiedade passa a ser patológica quando começa a causar sofrimento, afeta relações pessoais, dificulta o convívio social e compromete o desempenho profissional
“Parte essencial da crise global de saúde mental entre menores de idade”: é dessa forma que os estudos mais recentes indicam a gravidade da dependência de celulares e redes sociais apresentadas pelas novas gerações. Pela primeira vez, os registros de ansiedade entre crianças e jovens superaram os de adultos.
Foto: Freepik
Cientistas alertam que o uso descontrolado de smartphones e de redes sociais tem afetado a saúde mental dos jovens, criando uma “geração ansiosa” e um cenário cada vez mais grave e com características de epidemia
Professor de jornalismo de dados e digital e mestre em Divulgação Científica e Cultural, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)