Ao deixar de lado normas básicas do jornalismo em favor do patriotismo e da narrativa de “guerra ao terror” imposta pelo governo e movida pelo medo, organizações jornalísticas arquitetaram seu próprio declínio e alimentaram a ascensão da atual “era da desinformação”.
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As redações, em vez de atuarem como órgãos de fiscalização críticos, ecoaram a narrativa do governo Bush
Fantasmas podem ser uma forma de explicar uma experiência estranha durante o sono: mais que imunes a evidências contrárias, antropólogo sugere que experiências podem levar pessoas a pensar que suas crenças extraordinárias são verdadeiras.
'The Nightmare' by Johann Heinrich Füssli/Wikimedia Commons
Pensamento conspiratório, crenças sobrenaturais e pseudociências podem parecer imunes às evidências, mas um antropólogo sugere que crenças extraordinárias podem ser sustentadas pela experiência individual.
Os vídeos feitos por IA inauguram uma nova fase das teorias da conspiração. Antes, elas se espalhavam por texto, áudio, fóruns obscuros ou vídeos com edições suspeitas. Hoje, elas vêm renderizadas em 4K, com linguagem de divulgação científica, ritmo de storytelling e estética de jornalismo investigativo.
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Ergon Cugler, Fundação Getulio Vargas (FGV) and Camila Modanez, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Com ferramentas de IA, qualquer pessoa pode transformar delírios em vídeo com qualidade cinematográfica. O que antes era descartado como devaneio hoje ganha seguidores e gera dinheiro. É aprofissionalização da conspiração.
Ativistas colocam um cartaz mostrando Donald Trump com Jeffrey Epstein perto da embaixada americana em Londres na quinta-feira 17: O caso Epstein, um milionário abusador, cercado por celebridades, políticos e membros da elite global, está pronto para uso conspiratório, e Trump não está imune à suspeita.
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Trump estava sendo pressionado por sua própria base a “expor” os nomes ligados a Epstein. Para parte dos apoiadores, o ex-presidente estaria, na melhor das hipóteses, sendo omisso. Na pior, seria cúmplice.
Um protesto no Brasil contra a vacinação obrigatória contra a COVID e os passaportes de vacina.
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Os especialistas brasileiros em desinformação Ergon Cugler e Igor Sacramento conversam com o podcast The Conversation Weekly.
Para além do impacto de asteroides e outros perigos vindos do espaço, temor pode se somar à desconfiança sobre governos e instituições e alimentar teorias da conspiração.
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O medo do espaço pode se combinar com a desconfiança sobre governos e instituições, levando-nos a adotar teorias da conspiração.
A cidade de Wuhan (capital da província de Hubei, China) foi o epicentro da pandemia de COVID-19: mudança de posição da CIA em favor de vazamento de um laboratório local não é baseada em novos fatos ou evidências, e maioria dos cientistas ainda endossa hipótese de origem natural.
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De onde veio o vírus SARS-CoV-2? Três agências de inteligência dos EUA, incluindo a CIA, estão apontando para a possibilidade de um vazamento de um laboratório chinês
Protesto contra a obrigatoriedade da vacina da COVID-19 para crianças em SP, em 2022: grupos que atuam online utilizam o Telegram para espalhar desinformação sobre vacinas e lucrar com a venda de panaceias ilusórias. Brasil lidera em número de participantes e em volume de conteúdos publicados.
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Ergon Cugler, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Mapeamento no Telegram identificou rede de comunidades com mais de 5 milhões de usuários que usam desinformação para promover a venda de falsas soluções para condições de saúde que vão de rinites a câncer, AIDS e até autismo
Um estudo do Pew Research Center revelou que 71% dos eleitores brancos da zona rural votaram em Trump em 2020, portanto, sua preferência em novembro será fundamental para quem retornará à Casa Branca para um segundo mandato.
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As pessoas brancas das zonas rurais há muito tempo detêm um poder desproporcional na política dos EUA. Mas as pesquisas sugerem que seu compromisso com o sistema político americano está diminuindo.
Estudo aponta que pessoas podem até mudar de ideia com relação a algumas teorias da conspiração, mas não com muita frequência
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Um novo estudo não encontrou evidências de que as crenças das pessoas em teorias da conspiração aumentam com o tempo
Pesquisas mostram que nosso estilo de pensamento pode prever a suscetibilidade a teorias da conspiração: pessoas mais adeptas da rota rápida e intuitiva estão em risco maior do que as que preferem rota mais lenta e analítica de processamento de informações.
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