Articles on Ciência política

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Enquanto os índices de abstenção tendem a crescer entre os segmentos mais jovens, a população idosa dá demonstrações consistentes de disciplina cidadã. No Brasil, estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral apontam o crescimento sustentado do eleitorado com mais de 60 anos, que já ultrapassa 15% do total de inscritos. E como a expectativa de vida das mulheres é maior, elas são maioria absoluta na faixa de 60 anos ou mais em toda a América Latina e no Brasil. Esse predomínio numérico se traduz em um protagonismo político sem precedentes. Foto: Luiz Roberto/TSE

Eleições 2026: mulheres idosas tornam‑se força eleitoral emergente nas urnas

No Brasil e em grande parte da América Latina, eleitores maduros deixam de ser coadjuvantes e caminham para se tornar o fiel da balança eleitoral. Um fenômeno político que deve ser mais compreendido
O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que foi precedido por Arthur Lira (2021-2025) e Rodrigo Maia (2016-2021), todos políticos profissionais: a campanha antipolítica de 2018 mudou a composição da Câmara sem desfazer a sua hierarquia interna e a concentração de poder. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Onda antipolítica de 2018 trocou quase metade da Câmara, mas manteve uma mesma elite em postos de poder

Estudo mostra que a promessa de que a antipolítica varreria os políticos profissionais do ofício e devolveria a representação àqueles que combatiam “o sistema” não aconteceu na prática: o núcleo de parlamentares que ocupa cargos importantes no Legislativo continua o mesmo
Manifestação antivacina em Manchester (Inglaterra) em dezembro de 2020: desigualdade econômica e dificuldades para pagar as contas são o terreno fértil onde discurso populista funciona como fertilizante, e a rejeição à medicina oficial é a erva daninha que brota como resultado. John B Hewitt/Shutterstock

O vírus da desconfiança: quando a recusa das vacinas se torna uma arma política

A recusa das vacinas não é apenas desinformação, é o sintoma de uma crise de confiança, e a ciência revela como o populismo explora esse medo para minar a saúde pública
Brasileira se aproxima de uma cabine de votação em Lisboa, nas eleições de 2022: é notável o crescimento do registro de eleitores brasileiros residentes no exterior nos últimos anos. Passou de 500.727 pessoas em 2018 para 697.078 em 2022 - um aumento de 39,21%. Para as eleições de 2026, a expectativaé de crescimento ainda maior. Foto: Tribunal Superior Eleitoral

Mora no exterior? Seu voto também importa

Mais de 900 mil eleitores que vivem fora do país estarão aptos a votar. Com abstenção cada vez menor, as campanhas começam a disputar o voto de quem vive fora do país
Corpos enfileirados após um suposto confronto que resultou na morte de dezenas de homens no complexo de favelas da Penha, no Rio de Janeiro, em outubro de 2025: nos últimos 22 anos, houve 23.159 mortes provocadas por ações policiais no estado do Rio de Janeiro. Compreender o que sustenta os discursos que justificam essa violência policial letal é a base dos estudos sobre esse grave problema social. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Segurança pública: por que o discurso policial hegemônico é refratário aos direitos humanos?

O descompasso entre fatos e percepções nos casos de violência policial representa sério obstáculo à condução racional de políticas de segurança pública
Sede da Anvisa, em 2021: durante a pandemia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mesmo sob forte pressão política, teve um papel central nas decisões sobre vacinas, medicamentos e outras tecnologias de saúde. Já a Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología (ANMAT), da Argentina, também tinha capacidade técnica e reconhecimento internacional, mas sua maior dependência em relação ao Ministério da Saúde contribuiu para uma configuração mais fragmentada do sistema de assessoramento. AP Photo/Eraldo Peres

Como agências públicas protegem sua autoridade em tempos de crise? Lições do Brasil e da Argentina durante a pandemia

Pesquisa que compara a atuação das agências reguladoras de medicamentos dos dois países durante a pandemia de COVID-19
Mulheres bolivianas reunem-se com governantes para debater leis de proteção contra violência política de gênero: a Bolívia foi o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação específica sobre o tema, em 2012. AP Photo/Juan Karita

Pesquisadoras brasileiras analisam 13 anos de avanços legais contra violência política de gênero na América Latina

A violência política de gênero atinge ativistas, candidatas, detentoras de mandato, integrantes de suas equipes e até familiares. Levantamento cobriu todas as leis criadas sobre o tema na região entre 2012 e 2025
Protestos em La Paz: caos social no país é resultado de diversos descontentamentos que, no campo popular, têm como inimigo comum o presidente Rodrigo Paz. AP Photo /Juan Karita

Da cisão do MAS aos protestos contra Paz: para onde caminha a crise na Bolívia?

Contudo, mesmo em meio às divisões recentes, um elemento atravessa os diferentes setores mobilizados: a construção de Rodrigo Paz como novo inimigo comum do campo popular
Manifestantes contra a vacina confrontam vereadores na Câmara Municipal de Porto Alegre, durante votação do passaporte sanitário, em 2021: padrão de comportamento identificado pela pesquisa sugere que as pessoas não rejeitavam a vacina por avaliarem evidências científicas de forma independente, mas tomavam atitudes com base em intuição e lealdade política. E depois buscavam argumentos para justificá-las. Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA

Estudo analisa como a lealdade política a Bolsonaro afastou brasileiros da vacina contra a COVID

Eleitores que declararam só votar em Bolsonaro, rejeitando outros candidatos, mesmo os alinhados à direita, apresentaram uma taxa de vacinação de 65%. Entre aqueles dispostos a considerar outras opções dentro do campo conservador, a taxa de vacinação subia para 71%
Inversão de sentidos: se nas eleições de 2022 a esquerda soube convencer uma franja do eleitorado de que a reeleição de Jair Bolsonaro representava riscos à manutenção do regime, agora é o campo da direita — em especial a base bolsonarista — que denuncia os que “atentaram”, na visão desse segmento, contra a democracia. Foto: Roque de Sá / Agência Senado

Mapeamento mostra os diferentes significados dados à palavra ‘democracia’ na Câmara dos Deputados

Foram analisados mais de quatro mil discursos realizados noplenário e nas comissões entre 2023 e 2026
Cartazes com o rosto de Elon Musk (em primeiro plano), Donald Trump e o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, caracterizados de oficiais da Alemanha hitlerista durante um protesto em Nova York: com a revolução digital, a lógica autoritária de exclusão da crítica e de centralização da palavra não desapareceu. Apenas trocou de roupa. AP Photo/Andres Kudacki

Análise: como o capitalismo digital e o tecnofascismo estão reproduzindo antigas estruturas de dominação

Você já ouviu falar em tecnofascismo? O termo descreve uma forma contemporânea de dominação que opera por meio de plataformas e algoritmos. No Brasil, esse processo se intensifica ao se articular com racismo, patriarcalismo e heranças escravistas
Bolsonaristas em manifestação nas ruas: estudos procuram entender se o fenômeno se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Jair Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais e na Justiça.

A criatura além do criador: a existência do bolsonarismo para muito além de Jair Bolsonaro

Pesquisadores de Ciência Política procuram entender se o bolsonarismo se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais
Lula e Petro: em perspectiva comparada, Brasil e Colômbia compartilham dilemas típicos de democracias presidenciais latino-americanas em ciclos de polarização. Eles incluem grande dificuldade de governabilidade, presença de atores com capacidade de imobilizar seus governos, fragilidade de consensos mínimos e intensificação da disputa simbólica. Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

Entenda as semelhanças entre os cenários eleitorais no Brasil e na Colômbia

Em 2026, Brasil e Colômbia viverão eleições presidenciais sob condições políticas que combinam aumento da polarização, fortalecimento de forças conservadoras e tensões institucionais, com crises entre os diferentes poderes
Na obra do pintor Theodore Chasseriau, um retrato da cena do banquete em que Macbeth conversa com o fantasma de seu amigo Banquo: assim como o protagonista atormentado da obra-prima de Shakespeare, a classe política brasileira insiste em conversar com um centro ideológico que não existe mais. Reprodução / Wikipedia

O fantasma de Banquo no banquete de Macbeth: conversando com um centro que morreu na política brasileira

A ideia de que, em meio aos extremismos, sempre haverá um centro moderado, equilibrado, capaz de construir pontes entre esquerda e direita, é hoje uma fantasia na política brasileira. Esse centro não existe mais
Manifestante durante o evento bolsonarista na Avenida Paulista: sempre marcado por traços de masculinismo e misoginia, os eventos mais recentes da direita usam um imaginário de religião, sacrifício e feminismo, por conta das mulheres presas pelos atos de 8 de janeiro, tidas como “mártires”. AP Photo/Ettore Chiereguini

Ato em São Paulo revela virada estética, afetiva e política do bolsonarismo pós 8 de janeiro

Diante da inelegibilidade de Bolsonaro, da criminalização da [tentativa de golpe, da prisão de centenas de manifestantes e do afastamento dos militares, o campo bolsonarista precisou reorganizar sua gramática política
Embora insatisfeito com a postura de Maduro, que se negou a mostrar as atas eleitorais em julho de 2024, o Brasil deve seguir uma abordagem pragmática, reconhecendo que romper completamente os laços com a Venezuela seria pouco vantajoso. AP Photo/Gustavo Moreno (Arquivo)

Às vésperas da posse de Maduro, Brasil mantém abordagem pragmática em relação à Venezuela

A chegada de Trump ao poder pode ser um fator de estabilização nas relações entre Brasil e Venezuela. O Brasil deve seguir uma abordagem pragmática. Romper os laços com a Venezuela seria pouco vantajoso.
Soldados dos EUA durante exercício no Centro de Treinamento de Prontidão Conjunta, em Fort Johnson, Louisiana: Planos do Project 2025 para o governo Trump perpetuam visão expansionista e de altos gastos militares que podem ser incompatíveis com a atual conjuntura geoplítica inrternacional. Army Spc. Isaiah Mount / Departamento da Defesa dos EUA

Project 2025: em meio a tensões geopolíticas, como os EUA pensam em conter o fantasma da ameaça militar chinesa

Identificando o declínio dos investimentos militares norte-americanos dos últimos anos, projeto de governo conservador dos EUA propõe aumento acentuado de investimentos em Defesa.
A persistente baixa participação das mulheres nos espaços de decisão política no Brasil reflete o descaso de muitos partidos políticos com o cumprimento da legislação eleitoral, que determina o registro obrigatório de uma cota de 30% de candidaturas femininas, mas não fiscaliza a efetividade das campanhas. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebon / Agência Brasil

Com apenas 19,9% de vereadoras eleitas, desigualdade de gênero persiste na política brasileira e impacta democracia

Lei que obriga os partidos a reservarem 30% de suas candidaturas para cada gênero segue gerando distorções, e na prática a representatividade feminina na política brasileira continua menor do que em países como a Coreia do Norte e a Arábia Saudita
Mesmo quando conduzidas com rigor metodológico, as pesquisas podem falhar em captar com precisão o comportamento do eleitor diante da urna. O ambiente político e social é dinâmico e, muitas vezes, imprevisível, especialmente nos dias que antecedem as eleições.

O quanto se pode confiar nas pesquisas de intenção de voto próximo dos dias de eleição?

Com a crescente pulverização de institutos de pesquisa, multiplicam-se também os erros - inadvertidos ou não - que influenciam negativamente a credibilidade das pesquisas
Mulheres negras durante evento na Assembléia Legislativa de Minas Gerais: Proposta de Emenda Constitucional aprovada semana passada vai voltar a dificultar o acesso de pessoas negras na política. Um retrocesso relâmpago para um direito recém-adquirido e que vinha mudando o perfil da democracia brasileira. Guilherme Bergamini/ALMG

PEC da Anistia: Na lista de retrocessos, a redução no crescimento da participação de negros e negras na política nacional

Proposta de Emenda Constitucional aprovada vai dificultar o acesso de pessoas negras na política. Um retrocesso na democracia brasileira

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