Articles on Eleições 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nas Nações Unidas: movimentos políticos brasileiros, tanto de esquerda quanto de direita, disputaram a liderança nacionalista ao longo do século XX atribuindo significados muito diferentes a conceitos como soberania e interesse nacional. Chip Somodevilla/Getty Images

Discurso de Lula na ONU aponta para duas visões opostas de nacionalismo às vésperas da eleição

A disputa entre o presidente em exercício e Flávio Bolsonaro faz parte de uma divisão entre a direita e a esquerda em torno do significado da Nação que vem de décadas no país
Enquanto os índices de abstenção tendem a crescer entre os segmentos mais jovens, a população idosa dá demonstrações consistentes de disciplina cidadã. No Brasil, estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral apontam o crescimento sustentado do eleitorado com mais de 60 anos, que já ultrapassa 15% do total de inscritos. E como a expectativa de vida das mulheres é maior, elas são maioria absoluta na faixa de 60 anos ou mais em toda a América Latina e no Brasil. Esse predomínio numérico se traduz em um protagonismo político sem precedentes. Foto: Luiz Roberto/TSE

Eleições 2026: mulheres idosas tornam‑se força eleitoral emergente nas urnas

No Brasil e em grande parte da América Latina, eleitores maduros deixam de ser coadjuvantes e caminham para se tornar o fiel da balança eleitoral. Um fenômeno político que deve ser mais compreendido
Incêndio em terras indígenas no Tocantins, em maio de 2026: apesar dos evidentes efeitos do aquecimento global e do super El Niño, dos 13 planos de governo disponibilizados por candidatos à presidência ao TSE este ano, seis não citam em nenhum momento a palavra “natureza”. Destes, em dois a expressão “meio ambiente” também está ausente.

Importância da natureza não é mais consenso nas eleições brasileiras

Tema fundamental para nosso futuro, ambiente não é sequer mencionado em vários dos programas de governos dos candidatos à presidência nessa eleição
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, discursa durante o último Congresso Pan-Americano, em Montevidéu: criado em 2024 em Bogotá e repetido em 2025 no México, o fórum busca um diálogo mais equilibrado entre norte e sul, num momento em que a direita ocupa a maior parte dos governos democráticos das Américas. Foto: Divulgação /Congresso Pan-Americano

A esquerda das Américas tenta recobrar forças através dos parlamentos

O encontro uruguaio enfatizou a democracia, teve mulheres à frente da organização e debateu o trabalho de cuidado, a regulação das grandes empresas de tecnologia e uma política industrial verde
Em março de 2026, o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), atual candidato à Câmara dos Deputados, montou uma tenda no campus da USP e, cercado de câmeras, fez discursos inflamados contra o aborto e sobre outros temas de sua pauta eleitoral, gerando confusão, feridos e grande repercussão na mídia. Transformar a universidade em problema tornou-se uma maneira de investir politicamente nela, com interesses midiáticos e eleitorais.

Quando a câmera entra no campus: por que candidatos da direita disputam as universidades nas eleições?

Transformar a universidade em problema tornou-se uma maneira de investir politicamente nela, com interesses midiáticos e eleitorais
O atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que foi precedido por Arthur Lira (2021-2025) e Rodrigo Maia (2016-2021), todos políticos profissionais: a campanha antipolítica de 2018 mudou a composição da Câmara sem desfazer a sua hierarquia interna e a concentração de poder. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Onda antipolítica de 2018 trocou quase metade da Câmara, mas manteve uma mesma elite em postos de poder

Estudo mostra que a promessa de que a antipolítica varreria os políticos profissionais do ofício e devolveria a representação àqueles que combatiam “o sistema” não aconteceu na prática: o núcleo de parlamentares que ocupa cargos importantes no Legislativo continua o mesmo
Negativização eleitoral: na mensuração dos afetos políticos, aumenta a indiferença. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Eleições 2026: estudo aponta que 69% dos eleitores não estão polarizados, enquanto crescem negatividade e apatia

Também cresceu o número de eleitores que rejeitam um dos campos ideológicos sem mostrar vínculo positivo com o outro. O que sugere que a rejeição ganhou peso próprio e também passou a organizar a relação dos cidadãos com a política
Brasileira se aproxima de uma cabine de votação em Lisboa, nas eleições de 2022: é notável o crescimento do registro de eleitores brasileiros residentes no exterior nos últimos anos. Passou de 500.727 pessoas em 2018 para 697.078 em 2022 - um aumento de 39,21%. Para as eleições de 2026, a expectativaé de crescimento ainda maior. Foto: Tribunal Superior Eleitoral

Mora no exterior? Seu voto também importa

Mais de 900 mil eleitores que vivem fora do país estarão aptos a votar. Com abstenção cada vez menor, as campanhas começam a disputar o voto de quem vive fora do país
A poucos dias do início da campanha, funcionários do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul fizeram uma demonstração pública sobre o funcionamento e a inviolabilidade das urnas eletrônicas, que seguem entre as principais vítimas de campanhas de desinformação e descredibilização do processo eleitoral espalhadas pelas redes sociais. Foto: Guilherme Lund/TRE-RS

Eleições 2026: o que as plataformas digitais ainda não estão fazendo para proteger a campanha contra propagação de mentiras e desinformação

O uso cada vez maior da IA generativa fez emergir novos riscos eleitorais que vão além da criação de peças sintéticas e falsas, e também alcançam a escolha de candidaturas, com possibilidade de ranqueamento e recomendação de voto
Uma pesquisa de opinião quantitativa tradicional, com mil entrevistados, custa cerca de R$ 150 mil e requer tempo para publicar o resultado. Pesquisas geradas por IA generativa, que simulam perfis de eleitores sem entrevistar ninguém de verdade, saem por uma fração desse valor e ficam prontas em minutos. Mas colocam em cheque a credibilidade de seus resultados, pois podem ser manipuladas por quem as encomendou. Imagem meramente ilustrativa gerada por Inteligência Artificial via Eleven Labs

O eleitor sintético: o que acontece quando pesquisas de opinião pública são simuladas por Inteligência Artificial

A promessa de eficiência, rapidez e baixo custo do uso de IA em pesquisas eleitorais esconde o risco de adulteração dos resultados em função dos interesse e quem as encomendou
O modelo atual de gestão cumpriu um papel importante na implantação e na expansão do SUS, mas já não responde mais às demandas de uma população que envelheceu, convive com doenças crônicas e precisa de uma rede articulada de cuidados. Ilustração gerada por IA / Envato Labs

Eleições e saúde: quais as questões sobre o futuro do SUS que precisam ser debatidas pelos candidatos?

O modelo de financiamento existente hoje ainda é capaz de responder às necessidades do sistema de saúde brasileiro?
Iconografia usada nas páginas do governo federal bloqueadas em função do defeso: fenômeno causado por cautela excessiva com legislação eleitoral prejudica desnecessariamente quem trabalha com pesquisa de dados públicos. Imagem: reprodução de internet

Excesso de cautela com defeso eleitoral gera apagão de dados públicos que compromete acesso à informação

Na última semana, pesquisadores que procuraram, em sites oficiais, dados sobre desmatamento ou mortalidade infantil, por exemplo, encontraram uma mensagem inesperada: “conteúdo restrito”. Notícias do Ibama…
“O que faria você desistir imediatamente de votar em um candidato?”: essa foi a pergunta feita a seis perfis distintos de eleitores, que variavam de “lulistas” a “bolsonaristas convictos”. O resultado mostrou que a preocupação com a corrupção é um dos fatores mais preponderantes na possível decisão de mudança de voto. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil, com edição de IA

Eleições 2026: pesquisa com grupos de WhatsApp indica os motivos do eleitor para trocar de candidato

As respostas revelam que, por baixo de uma leitura apressada da polarização, ainda existe um conjunto de limites morais e institucionais que orienta a escolha eleitoral dos brasileiros.
Fortalecida desde a ascenção de Bolsonaro, a bancada BBB congrega políticos fisiológicos e integrantes das frentes parlamentares do agronegócio, dos evangélicos e da segurança pública,. Nas eleições de 2026, tudo indica que o grupo estará ao lado do indicado da família do ex-presidente. Foto: Ascom / Congresso Nacional

Como surgiu e como funciona a bancada BBB ‑ Boi, Bala e Bíblia ‑ no Congresso Nacional

Maioria dos integrantes da bancada BBB faz parte do chamado “Centrão”, ala fisiológica do Congresso que costuma apoiar o presidente de ocasião em busca de benesses políticas e econômicas
O Secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, conversa com o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante encontro do G7 em maio de 2026: Rubio está à frente da decisão de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas transnacionais: medida cria uma zona cinzenta que pode colocar bancos, empresas, seguradoras, investidores, plataformas financeiras e fintechs sob escrutínio, com possível influência nas próximas eleições. AP Photo/Michel Euler

Ao classificar facções criminosas brasileiras como terroristas, EUA transformam segurança pública em pressão eleitoral

A interferência externa contemporânea raramente aparece como fraude direta sobre urnas. Ela se manifesta por discursos, símbolos, redes sociais, pressão econômica, sanções, tarifas, reuniões seletivas e enquadramentos narrativos
Caráter transversal: a violência domina as preocupações dos brasileiros de todos os perfis eleitorais. Imagem: Pesquisa Genial/Quaest (maio/2026)

Violência e insegurança pública são os temas que mais mobilizam eleitorado, sem importar posição política

O relatório Medo do crime e eleições 2026 (produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública - FBSP), publicado no início de maio, oferece um retrato sintomático do Brasil contemporâneo: 96,2% dos brasileiros…
Era para ser só mais um recall, mas virou arma política: como as reações à decisão da Anvisa sobre o detergente Ypê ilustram uma estratégia de descredibilização dos serviços públicos criada pela extrema-direita. Foto: Folhapress / Aloisio Maurício

Estratégia política de enfraquecimento institucional está por trás da polêmica do detergente contaminado

Era para ser só mais um recall, mas virou arma política: como as reações à decisão da Anvisa sobre o detergente Ypê ilustram uma estratégia de descredibilização dos serviços públicos criada pela extrema-direita
Flávio Bolsonaro, que visita neste dia 26 de maio a Casa Branca, em Washington, na esperança de encontrar-se com Donald Trump, segue trabalhando intensamente para tentar minimizar os estragos da comprovação de seu envolvimento próximo com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. Foto: Gabriela Biló / Folhapress

Análise: mesmo com escândalo, pesquisa indica que parte dos eleitores de Lula quer Flávio Bolsonaro candidato

Percentualmente, parece haver mais eleitores defendendo sua permanência como candidato do que dispostos a votar nele em um eventual segundo turno contra Lula
Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção. Imagem gerada por IA, via Envato Labs

‘Feminina sim, feminista não’: a estratégia da extrema‑direita para tentar ganhar o voto feminino

Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção
Jair Bolsonaro e sua indefectível “arminha”, durante a campanha de 2018: os candidatos “contra tudo isso que está aí” repetem-se historicamente na política brasileira. AP Photo/Silvia Izquierdo

Estudo mostra que candidaturas ‘outsiders’ na política brasileira são um padrão e não um sinal de crise

Ao analisar a votação entre 2002 e 2022, pesquisadores descobriram que os candidatos “anti-sistema” não são um evento esporádico, nem tampouco um sinal de mudança no panorama político-eleitoral nacional. Ao contrário, são um padrão

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