Articles on EUA X Venezuela

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Manifestantes seguram cartazes satirizando o presidente Trump e o presidente argentino, Javier Milei, durante um protesto em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires: a difícil nova conjuntura mundial que se avizinha - especialmente para as sociedades latino-americanas - não pode levar ao imobilismo, e nem se pode menosprezar o potencial da população norte-americana de conter os excessos de seu atual governo. AP Photo/Victor R. Caivano

Análise: sociedades civis serão cruciais para combater a lógica geopolítica e nacionalista da nova ordem global

Ameaças militares, diplomacia coerciva ou intervenções com o uso da força começam a se tornar “normais”, e o arcabouço de normas, princípios e direitos universais se esvai
A empresa petrolífera estatal venezuelana enfrenta problemas relacionados com o envelhecimento das infraestruturas. Michael Robinson Chavez/The Washington Post via Getty Images

Indústria petrolífera da Venezuela sofre sob controle estatal – mas México e Brasil provam ser possível nacionalizar com sucesso

As empresas petrolíferas americanas nunca deixaram de investir e operar na indústria petrolífera da Venezuela, apesar das muitas mudanças nos termos do seu envolvimento
Lula, Trump e a implosão do multilateralismo: processo de erosão do espaço diplomático brasileiro na questão da Venezuela já havia sido exposta anteriormente. Em maio de 2025, uma operação secreta dos EUA retirou, em poucas horas, cinco opositores do governo Maduro que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas, então sob tutela brasileira. AP Photo/Mark Schiefelbein

Do protagonismo ao espaço vazio: o Brasil na era da ‘Doutrina Donroe’

Apesar de ambições declaradas de liderança regional e global, o Brasil demonstrou carecer de mecanismos eficazes de antecipação de crises, inteligência integrada e protocolos claros de resposta a eventos de alta complexidade estratégica
Já houve dias melhores: o presidente venezuelano Nicolas Maduro, à esquerda, em reunião com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, em 22 de outubro de 2016. Gabinete do Líder Supremo do Irã, via AP

Hoje Venezuela, amanhã Irã: a República Islâmica conseguirá sobreviver ao segundo mandato de Trump?

Talvez ninguém fora da Venezuela deva se preocupar mais com a invasão dos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro do que o líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei
Um oficial militar venezuelano conforta a mãe de um soldado morto durante o ataque que levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro, em Caracas: no século XXI, a hegemonia não deverá mais ser medida pelo consenso multilateral, por acordos comerciais ou pelo “soft power”, mas pela capacidade de neutralizar defesas alheias e expropriar recursos sob o pretexto de guerras morais fabricadas. AP Photo/Matias Delacroix

Ação dos EUA contra Venezuela decretam o fim definitivo do mundo liberal (para quem ainda acreditava nele)

A operação “Absolute Resolve” usou o tabuleiro marítimo como plataforma para rasgar o direito internacional, estabelecendo um precedente perigoso em que a força bruta se apresenta como o único árbitro efetivo das relações entre Estados
A reorganização dos contratos petrolíferos internacionais dos EUA é um elo crucial entre a disputa econômica e a escalada política que desaguaram no ataque à Venezuela. Ao resistir à pressão das sanções econômicas, garantir a sobrevivência dos canais de escoamento do seu petróleo e consolidar a presença chinesa nesse processo, Caracas desafiou diretamente a hegemonia dos Estados Unidos no hemisfério. Esgotadas suas opções indiretas, Washington recorreu ao controle territorial direto como recurso final. AP Photo/Matias Delacroix

Venezuela sob ataque: petróleo, sanções e a crise da hegemonia norte‑americana

Atitudes de Washington deixam claro que, diante da expansão chinesa e da persistência de projetos soberanos que contrariam seus interesses, os EUA estão dispostos a impor pela força os limites da autonomia estatal permitida na região
Lula e Maduro em seu último encontro, na reunião de líderes da América do Sul em Brasília, em 2023: em um ambiente de fragmentação regional e erosão do multilateralismo, uma abordagem bilateral junto à Venezuela e aos Estados Unidos torna-se um caminho promissor. AP Photo/Gustavo Moreno

Análise: O dilema do Brasil diante da intervenção americana na Venezuela

Avançar além da condenação retórica exigiria disposição para liderar iniciativas diplomáticas em um contexto regional fragmentado e com poucos países dispostos a criticar os Estados Unidos de forma aberta e sustentada
Responda rápido: essa foto mostra um Nicolás Maduro capturado, preso, deposto, extraditado ou sequestrado? A resposta pode depender do alinhamento político ou ideológico de quem a descreve, e achar o termo mais correto só não é tão difícil quanto saber o que esperar do “julgamento” de alguém acusado sem provas, detido por forças estrangeiras e transportado com vendas nos olhos para comparecer perante o juízo de um país que, segundo a própria ONU, o Papa e até o jornal The New York Times, agiu de forma ilegal e imprudente. Imagem: Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução

As escolhas da imprensa: afinal, os Estados Unidos ‘capturaram’, ‘prenderam’ ou ‘sequestraram’ Nicolás Maduro?

A escolha da palavra diz muito sobre o alinhamento de um determinado veículo de imprensa com determinadas narrativas ou ideologias
Nas fotos oficiais divulgadas pela Casa Branca, o presidente Trump parece monitorar atentamente as operações militares dos EUA na Venezuela, ao lado do secretário de Defesa Pete Hegseth e do diretor da CIA John Ratcliffe. As imagens mostram inconsistências, como cabos de telefone desconectados e monitores ligados em redes sociais. Mas no teatro de guerra real, o espetáculo da força militar americana cumpriu sua função: reivindicou uma América Latina alinhada e submissa, deixando claro que a dissidência tem custos elevados. Molly Riley/Casa Branca via AP

Do Panamá à Venezuela: como os EUA transformam intervenções em política doméstica

Ao dissolver a fronteira entre o doméstico e o internacional, criminalizar lideranças estrangeiras e subordinar a soberania latino-americana a interesses estratégicos, Washington reitera uma lógica imperial que atravessa séculos.
Manifestantes se reúnem em frente ao Capitólio do Estado de Ohio, em Columbus, Ohio, no domingo, após os EUA capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em uma operação militar. As políticas extraordinárias americanas passam a ser justificadas por avaliações unilaterais de risco futuro. O resultado é uma política externa que opera de forma preventiva não apenas no plano militar, mas também jurídico, econômico e diplomático. AP Photo/Jessica Phelps

Da guerra preventiva às FTOs: como a lógica da exceção volta a moldar a política externa dos EUA

Em um cenário já marcado pelo enfraquecimento do multilateralismo, a lógica da guerra contra as FTOs contribui para tornar a ordem internacional menos previsível, onde alguns Estados se arrogam o direito de definir quais soberanias são plenas e quais são condicionais.
Apoiadores do presidente venezuelano Nicolás Maduro se reúnem durante uma manifestação em Caracas, em 4 de janeiro de 2026. Pedro Mattey/Anadolu via Getty Images

Os EUA podem “governar” a Venezuela? A força militar pode derrubar um ditador, mas não pode criar autoridade política ou legitimidade

Se Washington governar pela força na Venezuela, repetirá os fracassos do Afeganistão, Iraque e Líbia: o poder pode derrubar regimes, mas não pode criar autoridade política ou legitimidade.
Apoiadores armados de Nicolás Maduro se reúnem perto do palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Federico Parra/ AFP via Getty Images

Cinco cenários para uma Venezuela pós‑Maduro — e o que eles podem significar para a América Latina

O presidente Donald Trump afirmou que os EUA irão “governar” a Venezuela até que uma “transição segura, adequada e criteriosa” possa ocorrer. Mas isso ainda deixa muitas opções em aberto
Manifestantes se reúnem em frente à Casa Branca no sábado, 3 de janeiro de 2026, em Washington, após os EUA capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em uma operação militar. AP Photo/Julia Demaree Nikhinson

Ataque dos EUA integra estratégia de contenção da China e endurecimento da política anti‑imigração

Ofensiva americana envia uma mensagem inequívoca: a expansão chinesa em áreas sensíveis do hemisfério encontra resistência ativa. O recado se dirige a todos os governos que aprofundaram parcerias com Pequim em portos, minerais críticos, redes digitais e financiamento público
Apoiadores do presidente venezuelano Nicolás Maduro se abraçam no centro de Caracas, Venezuela, no sábado, 3 de janeiro de 2026, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que Maduro havia sido capturado e levado para fora do país. AP Photo/Cristian Hernandez

Depois de Maduro, quatro futuros possíveis para a Venezuela

Ataque se insere na “Doutrina Monroe 2.0”: uma afirmação vigorosa de que rivais extra-hemisféricos, como China, Irã ou Rússia e seus parceiros locais, não terão permissão para se entrincheirar às portas dos Estados Unidos
O Gerald Ford, maior porta-aviões do mundo, na costa das Ilhas Virgens, no Caribe. US Navy Photo

Análise: política americana contra a Venezuela coloca América Latina em momento de incerteza

Mais do que a questão energética, o que está em jogo é a configuração do poder nas Américas. Washington tenta reafirmar sua autoridade histórica no hemisfério por meio de pressão militar, retórica de força e políticas migratórias altamente restritivas.

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