Pesquisadores Panará em trabalho de campo ao lado de cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e outras instituições: unidos, nativos e acadêmicos somam conhecimentos, tecnologias e monitoramento para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território.
Foto: Equipe CI / UFPA
Em mais um artigo em parceria com o Pulitzer Center, um relato de como, na Terra Indígena Panará, nativos e acadêmicos unem conhecimentos, tecnologias e monitoramento científico para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território
Numa conversa com a editora do TC Brasil Monica Tarantino, o pedagogo e intérprete Takakpe Mẽtyktire, neto de Raoni, fala sobre o legado do avô na luta pelos direitos dos povos indígenas e revela: aos 93 anos e com a saúde fragilizada, o grande líder Kaiapó preocupa-se com a continuação do ativismo indígena pelas gerações mais novas de seu povo, enquanto ainda espera pela demarcação da Terra Indígena Kapoto-Nhĩnore, onde nasceu.
AP Photo/Bob Edme
Nossa equipe entrevistou o neto do líder Kaiapó, que aos 93 anos, internado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda tem muito a dizer, enquanto espera pela demarcação de seu território
Apesar da convicção de que a inclusão digital é de fundamental importância para os indígenas e deve continuar, já se constata que o uso intensivo de dispositivos móveis e outros equipamentos sem a mediação adequada já afeta jovens indígenas com problemas como hiperestimulação e alterações comportamentais.
Foto: Neto Lucena / Secretaria de Comunicação do Estado do Acre
Embora possa promover inclusão e acesso à informação, tecnologia também pode gerar dependência e impactar a identidade cultural de comunidades indígenas
Vista aérea do “trecho central” da rodovia BR-319, que liga a comunidade de Igapó Açu ao distrito de Realidade, no sul do Amazonas.
Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
A abertura de fronteiras em áreas isoladas pode despertar vírus e bactérias que, até então, estavam contidos em ecossistemas de equilíbrio delicado
O pouco tempo de contato e, principalmente, a cosmovisão eurocêntrica da expedição portuguesa que chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500, propagaram informação errada, enganosa ou incorreta sobre os indígenas brasileiros.
Reprodução da obra "Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro", de Oscar Pereira da Silva
O pouco tempo de contato e, principalmente, a cosmovisão eurocêntrica da expedição portuguesa que chegou ao Brasil em 22 de abril de 1500 propagaram informação errada, enganosa ou incorreta sobre os indígenas
O desaparecimento de povos indígenas e a degradação dos biomas não são processos separados, mas profundamente interligados.
Foto: Rômulo de Paula
Expulsão de povos indígenas de seus respectivos territórios gera degradação ambiental e dos conhecimentos ancestrais.Mas reverter esse processo é possível, com benefícios sociais e ambientais
Uma das imagens geradas no projeto IA/AI. Cenas da vida comunitária indígena em 2050 foram imaginadas pelos participantes do projeto e criadas pela IA, com interpretações bastante distintas, tanto pelos participantes quanto pela ferramenta digital.
Artista Haylly / Galeria do projeto IA/AI: Inteligência Artificial, Arte e Indigeneidade
Alex Potiguara, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Na busca por caminhos mais justos para o uso das tecnologias digitais por populações indígenas, projeto propõe ações como a criação de redes digitais entre aldeias e o fortalecimento da educação digital nas comunidades
Primeiro podcast produzido pelo The Conversation Brasil terá cinco episódios semanais trazendo entrevistas com especialistas dos dois países sobre os esforços da ciência, da tecnologia e do saber ancestral dos povos originários para evitar o ponto de não retorno do clima
Povo indígena do Alto do Rio Negro, cuja relação de suas populações com o manejo ambiental faz parte do escopo do estudo Vozes da Amazônia, que almeja valorizar o conhecimento ancestral dos povos originários como parceira fundamental da ciência ocidental na busca por soluções contra as mudanças climáticas.
Foto: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)
Projeto do Museu Goeldi financiado pela Iniciativa Amazônia+10 que mostrar que a tradição indígena para o uso da terra preserva a biodiversidade de forma ainda pouco conhecida pela ciência ocidental
Estudantes indígenas na UnB: cenas assim aospoucos tornam-se mais comuns no meio universitário brasileiro. O reconhecimento, por parte da academia, do protagonismo dos nossos povos originários no esforço de regeneração planetária é parte de uma conscientização de que a diversidade de formas de existir e conhecer o mundo é fundamental para a vida na Terra perseverar.
Imagem: Divulgação UnB
O fluxo cada vez maior de indígenas adentrando as universidades vem abalando as estruturas hegemônicas da academia, apresentando outros modos de conhecer e investigar o universo e a nossa existência, que destoam do conhecimento ocidental e só enriquecem a ciência como um todo
Mara Barreto Sinhosewawe Xavante, autora do artigo, durante manifestação pela preservação das terras de seu povo.
Foto: Sérgio Koei
“Desde o contato com o homem branco, muitas terras nos foram tomadas. O agronegócio gerou desmatamento, e transformou nososs hábitos alimentares, com a chegada do arroz mecanizado e dos produtos industrializados. Com isso vieram doenças silenciosas”
Graduada em História e doutora em Antropologia, Letícia é uma jovem liderança Krahô e atua em diferentes frentes pela defesa dos povos indígenas. É presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do município de Goiatins (TO), e coordenadora da escola da Aldeia Sol, cuja história ela descreve neste artigo-depoimento: uma vida de trabalho fortalecendo a valorização dos conhecimentos tradicionais em diálogo com a educação formal.
Foto cedida pela autora
Mulher indígena, do povo dos Krahô, que vivem nos limites entre Goiás, e Tocantins, conta ium pouco da diferenças de cosmovisão que tornaram difícil, mas nada impossível, sua trajetória que começou como menina de aldeia e terminou no doutorado em antropologia da Universidade de Goiás.
Líder indígena Yanomami ergue uma cópia da Constituição brasileira durante um protesto em Brasília contra a violência e a destruição ambiental provocada por grileiros e garimpeiros que invadem suas terras.
(AP Photo/Eraldo Peres)
Desinformação transforma os povos indígenas em alvo de ataques nas redes sociais, em discursos políticos e em veículos jornalísticos
A Cruz da Primeira Missa: artefato cultural carregado de significados profundos, que se inscrevem em uma longa história de colonialidade e dominação simbólica no Brasil.
Este ícone religioso tornou-se um símbolo da narrativa colonial que moldou as fundações do Brasil
Na gravura do século XVIII, do pintor Joaquim José de Miranda, uma mulher indígena vestida (no centro da imagem) interage com portugueses e indígenas.
Coleção Beatriz e Mario Pimenta Camargo. Reprodução cedida pela autora
Denise Moura, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Mapas do território percorrido por expedições de missionários portugueses no século XVIII possuem evidências arqueológicas, antropológicas e etnográficas da influência dos saberes indígenas femininos na sua elaboração.
Alegoria mostrando menino yanomami, que o Salgueiro levará à Sapucaí. Carnaval deste ano reafirmará sua vocação para mostrar um Brasil que os livros de história não contam.
Foto de divulgação
Daniela Name, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Desfiles de Salgueiro e Grande Rio serão o retrato de duas importantes capacidades do carnaval: funcionar como antena dos movimentos sociais e políticos do país e se transformar em plataforma simbólica para a reconexão do público com as inúmeras identidades brasileiras.
Marcha das mulheres indigenas, em 2019. Violências moral e psicológica são alguns dos abusos mais comuns contra as mulheres.
Douglas Freitas / @alassderivas - Wikimedia Commons - Licença CC 2.0.
Pesquisa mapeou 287 defensoras da floresta no Brasil, Peru e Colômbia, e constatou que 47% delas sofreram algum tipo de violência. Uma das hipóteses sugere que são táticas de intimidação e silenciamento.
Doutora em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)