Articles on Vozes Indígenas na Ciência

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A fabricação de medicamentos tradicionais do povo Kumaruara, do Baixo Tapajós, envolve um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral, como aconteceu com a majé. Hoje com 78, Suzete começou a fabricar remédios naturais e trabalhar pela saúde de sua aldeia aos 11 anos de idade. Foto: Leonardo Milano / Midia Ninja

Saúde: nas mãos da Majé Suzete, a sabedoria ancestral de tratamento, prevenção e cura dos Kumaruara

Nos territórios indígenas, a fabricação de medicamentos tradicionais e os tratamentos de saúde envolvem um sistema de conhecimento ancestral transmitido de forma oral
Pesquisadores Panará em trabalho de campo ao lado de cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e outras instituições: unidos, nativos e acadêmicos somam conhecimentos, tecnologias e monitoramento para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território. Foto: Equipe CI / UFPA

Clima e trabalho: ‘Quem conhece e vive a floresta pode e deve conduzir pesquisa também’

Em mais um artigo em parceria com o Pulitzer Center, um relato de como, na Terra Indígena Panará, nativos e acadêmicos unem conhecimentos, tecnologias e monitoramento científico para proteger a biodiversidade e fortalecer a governança do território
Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, da Universidade Federal em reunião, curso em que diferentes epistemologias indígenas vêm contribuindo para novas formas de produzir conhecimento antropológico. Imagem: Divulgação.

O nascimento, na Amazônia, de uma escola de Antropologia a partir das epistemologias indígenas

Com um contingente de aproximadamente 30 estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é um dos maiores do Brasil com presença indígena, através do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI)
Em 2025, a autora (foto) desenvolveu parte de sua pesquisa de pós-doutorado na Universidade do Colorado, Boulder, com recursos da Chamada Atlânticas do CNPq, que permitiu internacionalizar as pesquisas de mulheres acadêmicas indígenas, negras, quilombolas e ciganas, trocando experiências de restauração socioecológica com povos indígenas nos Estados Unidos.

Intercâmbio de conhecimento indígena entre Brasil e EUA valoriza economias regenerativas e novas capacidades para bem‑viver

Durante muito tempo, os povos indígenas foram apresentados como populações vulneráveis ou fonte de extração de recursos e dados. Hoje eles ocupam cadeiras acadêmicas, lideram grupos de pesquisa e produzem alternativas concretas para regenerar territórios e construir formas de vida sustentáveis
Cacique da aldeia Tekoa Mboy-Ty ministra aula de guarani em Camboinhas, região oceânica de Niterói, no Rio de Janeiro: além da presença marcante na geografia urbana e na cultura cotidiana de cidades do Estado de São Paulo, a língua se espalha pelo Brasil, mostra-se cada vez mais viva e justifica demanda por reconhecimento oficial. Foto de Rafael Andrade/Folhapress

Vozes indígenas: língua guarani vive e busca reconhecimento como patrimônio imaterial

A relação entre língua e território - que é especialmente marcante no Estado de São Paulo mas também está presente em diversas regiões do Brasil - é um dos argumentos mais fortes para o esforço de reconhecimento patrimonial do guarani
O presidente Lula ao lado de lideranças de diversas etnias durante a assinatura da criação da Universidade Federal Indígena: demanda de décadas dos povos originários, a instituição irá produzir ensino, pesquisa e extensão voltados ao fortalecimento cultural dos povos indígenas, à valorização de suas línguas, à gestão territorial e ambiental de seus territórios e à promoção dos projetos indígenas de bem-viver. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Criação da Universidade Federal Indígena transforma uma demanda histórica em política pública

la irá produzir ensino, pesquisa e extensão voltados ao fortalecimento cultural dos povos indígenas, à valorização de suas línguas, à gestão territorial e ambiental de seus territórios e à promoção dos projetos indígenas de bem-viver.
Numa conversa com a editora do TC Brasil Monica Tarantino, o pedagogo e intérprete Takakpe Mẽtyktire, neto de Raoni, fala sobre o legado do avô na luta pelos direitos dos povos indígenas e revela: aos 93 anos e com a saúde fragilizada, o grande líder Kaiapó preocupa-se com a continuação do ativismo indígena pelas gerações mais novas de seu povo, enquanto ainda espera pela demarcação da Terra Indígena Kapoto-Nhĩnore, onde nasceu. AP Photo/Bob Edme

No hospital, cacique Raoni pensa no futuro da luta por direitos indígenas e espera demarcação da terra natal

Nossa equipe entrevistou o neto do líder Kaiapó, que aos 93 anos, internado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda tem muito a dizer, enquanto espera pela demarcação de seu território
O desaparecimento de povos indígenas e a degradação dos biomas não são processos separados, mas profundamente interligados. Foto: Rômulo de Paula

Retomada de terras indígenas pode restaurar a memória biocultural de diversos biomas

Expulsão de povos indígenas de seus respectivos territórios gera degradação ambiental e dos conhecimentos ancestrais.Mas reverter esse processo é possível, com benefícios sociais e ambientais
Indio Yanomami protesta contra o garimpo em manifestação em Brasília, durante o governo Bolsonaro, em 2022: a mineração ilegal de ouro pode disseminar a malária de diversas maneiras. Entre elas, abrindo clareiras nas margens dos rios; transportando o parasita para outras áreas do país; e enfraquecendo o sistema imunológico de indígenas, ribeirinhos e deles próprios, com o uso indiscriminado de mercúrio. AP Photo/Eraldo Peres

Entenda como a mineração ilegal de ouro na Amazônia é causa direta de surtos de malária entre indígenas

Um aumento de apenas 0,03% na mineração ilegal de ouro está associado a um aumento de 20 a 46% na incidência local de malária em terras Yanomami, na Amazônia brasileira
Povo indígena do Alto do Rio Negro, cuja relação de suas populações com o manejo ambiental faz parte do escopo do estudo Vozes da Amazônia, que almeja valorizar o conhecimento ancestral dos povos originários como parceira fundamental da ciência ocidental na busca por soluções contra as mudanças climáticas. Foto: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)

Vozes da Amazônia: projeto paraense une conhecimentos indígenas e da academia para enfrentar a crise climática

Projeto do Museu Goeldi financiado pela Iniciativa Amazônia+10 que mostrar que a tradição indígena para o uso da terra preserva a biodiversidade de forma ainda pouco conhecida pela ciência ocidental
Estudantes indígenas na UnB: cenas assim aospoucos tornam-se mais comuns no meio universitário brasileiro. O reconhecimento, por parte da academia, do protagonismo dos nossos povos originários no esforço de regeneração planetária é parte de uma conscientização de que a diversidade de formas de existir e conhecer o mundo é fundamental para a vida na Terra perseverar. Imagem: Divulgação UnB

Sistemas de conhecimento indígenas devem ser admitidos como ciência essencial à biodiversidade

O fluxo cada vez maior de indígenas adentrando as universidades vem abalando as estruturas hegemônicas da academia, apresentando outros modos de conhecer e investigar o universo e a nossa existência, que destoam do conhecimento ocidental e só enriquecem a ciência como um todo
Mara Barreto Sinhosewawe Xavante, autora do artigo, durante manifestação pela preservação das terras de seu povo. Foto: Sérgio Koei

Depoimento: a luta do povo Xavante pela preservação do Rio das Mortes, no cerrado de Mato Grosso

“Desde o contato com o homem branco, muitas terras nos foram tomadas. O agronegócio gerou desmatamento, e transformou nososs hábitos alimentares, com a chegada do arroz mecanizado e dos produtos industrializados. Com isso vieram doenças silenciosas”
Graduada em História e doutora em Antropologia, Letícia é uma jovem liderança Krahô e atua em diferentes frentes pela defesa dos povos indígenas. É presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do município de Goiatins (TO), e coordenadora da escola da Aldeia Sol, cuja história ela descreve neste artigo-depoimento: uma vida de trabalho fortalecendo a valorização dos conhecimentos tradicionais em diálogo com a educação formal. Foto cedida pela autora

Depoimento especial: A trajetória de uma jovem indígena que saiu da aldeia para defender seu povo com as armas da História e da Antropologia

Mulher indígena, do povo dos Krahô, que vivem nos limites entre Goiás, e Tocantins, conta ium pouco da diferenças de cosmovisão que tornaram difícil, mas nada impossível, sua trajetória que começou como menina de aldeia e terminou no doutorado em antropologia da Universidade de Goiás.
Na gravura do século XVIII, do pintor Joaquim José de Miranda, uma mulher indígena vestida (no centro da imagem) interage com portugueses e indígenas. Coleção Beatriz e Mario Pimenta Camargo. Reprodução cedida pela autora

Terreno de mulher: pesquisadora revela protagonismo das indígenas na cartografia colonial brasileira

Mapas do território percorrido por expedições de missionários portugueses no século XVIII possuem evidências arqueológicas, antropológicas e etnográficas da influência dos saberes indígenas femininos na sua elaboração.

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