Os medicamentos análogos de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, mudaram o tratamento da obesidade. O risco aparece quando eles são comprados sem receita ou procedência, e aplicados sem diagnóstico
Subprodutos do processo de conversão da gordura guardada nas células adiposas em energia são eliminados de nosso corpo seja pelo ar que exalamos, seja pelo suor.
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Quando o corpo está sob estresse metabólico (como durante um déficit calórico), ele começa a recorrer às suas reservas de energia, que está guardada nas células adiposas
Quando tratamento é interrompido, efeitos dos medicamentos desaparecem: há décadas pesquisadores e médicos vêm alertando sobre o padrão repetitivo de perder peso, recuperá-lo e tentar novamente, e uma versão farmacêutica desse ciclo pode estar surgindo agora.
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Muitas pessoas voltam a ganhar peso após interromper o uso de medicamentos à base de GLP-1: acompanhamento a longo prazo pode ser tão importante quanto os próprios medicamentos
Nem todo mundo acha que remédios como Ozempic e Wegovy estão funcionando, e as razões para isso são múltiplas, com pesquisas indicando que 10% a 30% dos pacientes podem não responder como o esperado e estes medicamentos.
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Algumas pesquisas sugerem que entre 10% e 30% dos usuários de medicamentos à base de GLP-1 podem ser considerados não respondentes
O corpo de cada pessoa tem um peso ideal que tenta manter ajustando a ingestão de alimentos e as taxas metabólicas, e cientistas propuseram diversas teorias para explicar este processo.
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Seu corpo ajusta a ingestão de alimentos e o metabolismo para manter um peso equilibrado e evitar a inanição, e pesquisadores têm várias teorias para explicar como isso funciona
Mais do que restringir alimentos, combater o excesso de peso e a seletividade alimentar infantil é reestruturar o ambiente doméstico para que escolhas saudáveis, atividades físicas e afeto sejam a norma e o exemplo constante proporcionado por todos que a cercam.
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Mauro Fisberg, Instituto Pensi/Fundação José Luiz Setúbal (FJLS)
Não há sentido em restringir ou impor um cardápio fechado a uma criança que já possui uma alimentação restritiva, medo de novos alimentos ou seletividade
Os novos medicamentos que revolucionaram o tratamento do excesso de peso ajudam no controle da doença, mas não a curam. Se a pessoa deixa de usá-las, os efeitos positivos de drogas como semaglutida e tirzepatida deixam de prevalecer no organismo.
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Os novos medicamentos que revolucionaram o tratamento do excesso de peso ajudam no controle da doença, mas não a curam. Se a pessoa deixa de usá-las, os efeitos positivos de drogas como semaglutida e tirzepatida deixam de prevalecer no organismo
A perda de peso com medicamentos GLP-1 pode seguir padrões semelhantes aos das dietas iô-iô que estavam na moda nas décadas anteriores.
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Devido à tendência natural do corpo para recuperar o peso anterior, muitas pessoas voltam a ganhar o peso perdido quando deixam de utilizar medicamentos GLP-1.
A exposição a pesticidas também tem sido associada à obesidade e ao diabetes em humanos e em modelos experimentais, além de danos neurológicos, vários tipos de câncer e fertilidade. A correlação com a obesidade e a diabetes se dá, principalmente, em função de seus efeitos como desreguladores endócrinos.
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Estudos mostram que a exposição a pesticidas também tem sido associada à obesidade e ao diabetes em humanos. Em modelos experimentais essa correlação se dá em função de seus efeitos como desreguladores endócrinos
Casos de apreensão de canetas emagrecedoras falsificadas, contrabandeadas ou vendidas de forma irregular vêm se repetindo no Brasil. Muitos consumidores acreditam estar adquirindo apenas versões contrabandeadas do medicamento original, geralmente mais baratas, mas a realidade apontada pelas autoridades é mais grave.
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Pesquisa identificou um aumento de 35% no consumo de substâncias emagrecedoras, sobretudo entre mulheres jovens, impulsionado pela ampla oferta em farmácias e plataformas online
Medicamentos como Ozempic e Wegovy reduzem a fome e ajudam na perda de peso, mas seu uso prolongado pode aumentar o risco de deficiências nutricionais.
Em média, as pessoas recuperam todo o peso perdido em apenas 18 meses após interromperem a medicação. Isso é quase quatro vezes mais rápido do que o ganho de peso observado após interromper programas de perda de peso baseados em dieta e atividade física. Outras melhorias também desaparecem, com a pressão arterial, o colesterol e os níveis de açúcar no sangue voltando aos valores iniciais.
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As novas injeções para perda de peso funcionam muito bem, mas apenas enquanto você as toma. O efeito rebote é rápido e a relação custo-benefício não é clara.
Se as tendências atuais persistirem, Brasil poderá quase dobrar o número de meninos e meninas obesos até 2060. Levantamento encomendado pelo Instituto Desiderata e desenvolvido em parceria com a Fiocruz estima que, se nenhuma medida for adotada, os custos diretos atribuíveis à obesidade no SUS passarão de R$ 83,2 milhões, em 2024 para R$ 115,5 milhões em 2060. E a recente aprovação pelo senado da alíquota irrisória de 2% para o imposto seletivo sobre refrigerantes só piora o cenário.
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Se as tendências atuais persistirem, Brasil poderá quase dobrar o número de meninos e meninas obesos até 2060. Aprovação da alíquota irrisória de apenas 2% do imposto seletivo para os refrigerantes, aprovada pelo Senado em setembro, só piora o quadro
Descoberta representa uma mudança significativa na forma como os médicos podem tratar pacientes com sobrepeso ou obesidade com alto risco de diabetes ao focar na redistribuição da gordura no corpo.
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Mais que um remédio, a semaglutida pode ser vista como um símbolo das tensões entre inovação, mercado e saúde pública em escala global - neste caso específico, envolvendo Dinamarca, Canadá, EUA, China e Brasil, um dos maiores mercados
O GLP-1 é um bom exemplo de que não é apenas o que você come que importa, mas também como você come: embora abordagem dietética tenha um efeito menos potente que os medicamentos, ela oferece uma alternativa sem drogas e saudável para a perda de peso.
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Embora as abordagens dietéticas para elevar o GLP-1 não sejam tão potentes quanto medicamentos, elas oferecem uma alternativa sem drogas e educação para uma alimentação saudável
A obesidade não é apenas uma questão de peso, mas um poderoso fator de risco para uma série de doenças graves, e como tem muitas causas, também exige uma solução multifacetada, com a combinação certa de apoio, estratégia e ciência que funcione para cada pessoa.
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A obesidade é uma condição complexa e não simplesmente resultado de comer demais ou se exercitar de menos.
O impacto da “pílula do exercício” pode ir além dos limites da medicina. Embora possa melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças metabólicas, ela também apresenta riscos sociais. Um deles é a percepção errônea de que o exercício não é mais necessário.
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A “pílula do exercício” é um composto desenvolvido para replicar os efeitos fisiológicos da prática de esportes. Entretanto, seu uso pode não ser tão maravilhoso quanto se espera.
A obesidade desencadeia um efeito cascata no organismo, com os excessos
nutricionais levando ao depósito de gordura em sítios e órgãos não apropriados para estocar gordura, como fígado, rins, coração e pâncreas (depósitos ectópicos de gordura).
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Como essa condição vai além do controle de peso, conectando-se a doenças
hepáticas silenciosas e complicações metabólicas
Cestos lotados de açaí em um mercado na Amazônia: estudos da FAPERJ feitos com animais mostram que a suplementação alimentar com o extrato dos caroços dos frutos pode apresentar efeitos muito promissores nos tratamentos para a redução da glicemia, do colesterol e da gordura acumulada no fígado.
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professora Adjunto de Fisiologia, no Departamento de Ciências Fisiológicas, do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Cientista do Nosso Estado pela Faperj, bolsista de Produtividade do CNPq e professor Titular de Fisiologia e Fisiopatologia Endócrina, no Departamento de Ciências Fisiológicas, do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Cientista do Nosso Estado pela Faperj, bolsista de Produtividade do CNPq e Professora Titular de Fisiologia, no Departamento de Ciências Fisiológicas, do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)